sábado, 25 de junho de 2011

Jogo para ensinar o ataque e defesa do voleibol

Segue uma possibilidade de ensinar alguns fundamentos da modalidade voleibol. Acredito que os exemplos podem ser ótimos caminhos para nós professores refletirmos sobre a prática, e erros e acertos farão parte do processo. 
O jogo a seguir é muito motivante, os fundamentos do voleibol poderão ser adaptados as necessidades das turmas e ou faixas etárias. Caberá ao professor junto com os alunos fazer as devidas modificações. 
Esse jogo é fragmento de um projeto que desenvolvi com alunos de 11 a 12 anos, que tinha dentre os objetivos realizar jogos que favorecessem o aprendizado da modalidade voleibol.
OBSERVAÇÃO: conforme o desenvolvimento dos alunos no que diz respeito aos fundamentos do voleibol, o professor pode pensar em possibilidades que aproxime o jogo ao contexto da modalidade. Exemplo: combinar três fundamentos, usar regras da modalidade etc.
Jogo ataque e defesa

Descrição do jogo: O jogo consiste em passar a bola para o outro lado da quadra, por sobre a rede de vôlei. Os objetivos das equipes é atacar o time adversário e defender a sua quadra. O ataque pode ser arremessando, cortando, lançando a bola. Para defender é necessário tocar a bola antes de cair no chão. Não é necessário realizar os três toques do voleibol. A bola pode ser colocada em jogo, de qualquer lugar da quadra.

Ganha a partida a equipe que marcar maior número de pontos.

Variações:
1. Realizar o jogo, com um número menor de alunos ( 3 X 3 ).
2. Aumentar ou diminuir tamanho da quadra.
3. Colocar em jogo duas ou mais bolas.
4. Usar bolas de tamanhos e pesos diferentes ( ex: bolão de praia, borracha etc ).
5. Colocar a rede em posições/ alturas diferentes.
6. Caso os alunos sejam acima de 10 anos, realizar o jogo com o fundamento cortada.
7. Estimular as equipes a construírem estratégias com os fundamentos do voleibol ( ex: para defender o aluno deverá realizar a manchete, o bloqueio será pontuado ).


SMM Projeto Skate

Observado as manifestações culturais, existente na comunidade onde estou inserido  como professor ( Jardim São Luiz, Zona Sul de São Paulo/ SP), identifique que a manifestação esportiva tanto nas aulas de educação física das escolas, quanto nos projetos sociais que trabalham com esportes,  trazem em seu discurso  quatro modalidades esportivas. São elas: Futebol, basquetebol, handebol e voleibol.
Visando romper com essa lógica, e validando a manifestação do skate, que é presente na comunidade e resiste intensamente a pressão imposta pela sociedade dos esportes hegemônicos [Futebol], vi nesta uma  possibilidades de apresentar outro discurso sobre esporte, que vai além da prática.
Socializar e fomentar a prática do skate, com uma proposta pedagógica que possibilite aos praticantes além de aprender andar de skate, um olhar mais ampliado de mundo no que diz respeito as relações sociais ( gênero, classe social, política, cidadania etc ).

Em duplas vivenciando equilíbrio
Vivenciando o equilíbrio
 Observando como remar
Vivenciando a remada
Aprendendo sobre as partes do skate


O diabo e a escola

Conta o pedagogo suíço que um dia, deu o diabo uma saltada na terra e verificou, não seu despeito, que ainda cá se encontravam homens que acreditassem no bem, homens bons felizes. O diabo concluiu, do seu ponto de vista, que as coisas não iam bem, e que se tornava necessário modificar isso. E disse consigo mesmo: " A infância é o porvir da raça; comecemos, pois, pela infância. Mas mudar a infância como?! De repente, teve uma idéia luminosa: Criar a escola. E, seguindo o conselho diabo, criou-se a escola.

A criança adora a natureza: encerram-na dentro de casa. A criança gosta de brincar: obrigam-na a trabalhar. A criança pretende saber se a sua actividade para qualquer coisa: fez-se com que a sua actividade não tivesse nenhum fim. Gosta de mexer-se: condenam-na à imobilidade. Gosta de palpar objectos: ei-la em contacto com idéias. Quer servir das mãos: é o cérebro que lhe põem em jogo. Gosta de falar: impõe-lhe o silêncio. Quer esmiuçar as coisas: constragem-na a exercícios de memória. Pretende buscar a ciência de motu próprioé-lhe servida já feita. Desejaria seguir a sua fantasia: fazer-na vergar sob o jugo do adulto. Quereria entusiarmar-se:inventaram-se os castigos. Quereria servir livremente: ensinou-se-lhe a obedecer passivamente. O diabo ria pela calada!
A criança aprendeu  a adaptar-se a estas condições artificiais. Dir-se-ia, por um instante, que a escola levava a melhor. O diabo julgava-se vitorioso. Mas, de súbito, a história vira-se do avesso. O diabo calculara mal o negócio: esquecera-se de fechar a escola a sete chaves. " E viu-se a pequenada fugir para os bosques, trepar às árvores, e até fazer caretas ao pretenso homem de Deus. Viram-nos correr à aventura, governarem a vida, tornarem-se fortes, práticos, engenhosos e perseverantes.[...] o diabo, então, deixando de rir à socapa, rangeu os dentes, ameaçou com o punho, berrou: Maldita geringonça! E eclipsou-se. E com ele desapareceu a escola, que tão sabiamente imaginara.

Jogo Educacional para ensinar fundamentos do voleibol

Modalidade: Voleibol

Faixa Etária: 09 a 11
Nome do jogo: Cortada ao gol
Material: Bolas de EVA , redes de voleibol, cones.

Organização do espaço de jogo:  Montar a rede na quadra de voleibol; a altura da rede deve ser de acordo com as características das crianças; colocar dois cones na linha de fundo da quadra de voleibol, um em cada extremidade ( os gols ).
OBSERVAÇÃO: o espaço para realização do jogo cortada ao gol, não depende da quadra de voleibol. O professor pode realizar essa atividade em qualquer espaço que seja possível prender a rede de voleibol.


Descrição do jogo: Dividir o grupo em duas equipes, cada equipe deve ficar de um lado da quadra de voleibol. O objetivo dos jogadores é arremessar e ou rebater a bola por sobre a rede de voleibol em direção ao gol adversário utilizando as mãos. Sempre que a bola arremessada ou rebatida por sobre a rede, passar entre os cones ( o gol ) adversário é considerado ponto. Todos os integrantes das equipes podem atacar e defender. Para defender o participante pode usar qualquer parte do corpo.
Ganha o jogo a equipe que marcar mais pontos.